Não era pra ser,
nunca fez sentido, não faz. Mas, aqui estou eu, aqui estamos nós e é, nós
somos. Fruto da inconstante improbabilidade universal. Somos um erro do
universo, um acaso improvável e imperfeito. Nós somos... Céus... Eu não sei o
que somos. Seu silencio me grita tantas coisas e seus olhos vidrados nos meus
me confundem tanto, fica difícil definir qualquer coisa, eu tento por a cabeça
no lugar, mas ai você chega e deixa nossos lábios ali se descobrindo enquanto
nossas línguas bailam e nossos corpos se chocam, e pronto, minha cabeça se
perde totalmente e eu tenho a certeza que ela nunca esteve ou estará no lugar.
Eu gosto de você, do seu cheiro e de como você prende o cabelo. Gosto de como você briga comigo e ameaça me matar, como me manda embora, me segura e me faz ficar. Gosto das nossas brigas, dos desencontros, dos insultos e de como acabamos entrelaçados em algum lugar, gosto do seu corpo quente, e de como eu me sinto confortável, como ave cansada que encontra ninho para pousar. Gosto de sentir essa coisa estranha queimando dentro do peito, isso que eu chamo de amor e torço para ser outra coisa, algo melhor, algo que não machuque. Gosto do momento, dessa calmaria que antecede a tempestade, dessa doce calma de deitar-me com você e apenas respirar. Há meu bem, eu queria ficar, queria ser esse erro para sempre, mas, para sempre não existe, me sinto deitado em um barco a deriva no mar, olho para o céu, ao longe, e vejo a chuva chegar, tudo bem, eu não planejo pular do nosso barco errôneo e imperfeito, feito para ser de enfeite e não para navegar. Não tenho medo dela, venho de tantas tempestades que perdi o temor pela chuva. O problema é que não sei apenas me molhar, sou poeta de mais, escritor de mais, intenso de mais. As ondas virão. A tempestade também e eu vou me afogar.
E ai, você será um erro solitário, nós não seremos o que não deveríamos ser, por isso eu quero agora, enquanto ainda brilha o sol, eu quero gostar, eu quero sentir, quero você em cada momento, quero dançar a valsa que nossas línguas tão bem conhecem, me perder em suas curvas, aproveitar a calmaria de navegar com você sem destino. Assim, quando a tempestade chegar, talvez, só talvez eu me afogue em você e não no mar.
Eu gosto de você, do seu cheiro e de como você prende o cabelo. Gosto de como você briga comigo e ameaça me matar, como me manda embora, me segura e me faz ficar. Gosto das nossas brigas, dos desencontros, dos insultos e de como acabamos entrelaçados em algum lugar, gosto do seu corpo quente, e de como eu me sinto confortável, como ave cansada que encontra ninho para pousar. Gosto de sentir essa coisa estranha queimando dentro do peito, isso que eu chamo de amor e torço para ser outra coisa, algo melhor, algo que não machuque. Gosto do momento, dessa calmaria que antecede a tempestade, dessa doce calma de deitar-me com você e apenas respirar. Há meu bem, eu queria ficar, queria ser esse erro para sempre, mas, para sempre não existe, me sinto deitado em um barco a deriva no mar, olho para o céu, ao longe, e vejo a chuva chegar, tudo bem, eu não planejo pular do nosso barco errôneo e imperfeito, feito para ser de enfeite e não para navegar. Não tenho medo dela, venho de tantas tempestades que perdi o temor pela chuva. O problema é que não sei apenas me molhar, sou poeta de mais, escritor de mais, intenso de mais. As ondas virão. A tempestade também e eu vou me afogar.
E ai, você será um erro solitário, nós não seremos o que não deveríamos ser, por isso eu quero agora, enquanto ainda brilha o sol, eu quero gostar, eu quero sentir, quero você em cada momento, quero dançar a valsa que nossas línguas tão bem conhecem, me perder em suas curvas, aproveitar a calmaria de navegar com você sem destino. Assim, quando a tempestade chegar, talvez, só talvez eu me afogue em você e não no mar.