quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Não é hora de sentar, é hora de dançar com a tempestade.

             A chuva cai lá fora, pinga na minha janela, e lava o chão de concreto da cidade que agora chamo de lar. Dentro de mim, temporal. Os céus negros e inconstantes da minha alma se agitam diante de mais um desafio. Os raios e trovões cortam minha mente e ecoam pela minha cabeça cansada.
            Quantos gigantes ainda hão de vir? Quantos furacões ainda terei de enfrentar? Meu corpo dói. Viver dói. Talvez por isso tantas pessoas busquem conforto em um plano metafísico que promete nada além de paz, que promete livra-los da dor. Meu peito bate cansado e minhas pernas, tomadas por espasmos enfraquecem, se dobram. A chuva aumenta lá fora, e dentro de mim. Vejo-me diante do furacão, preciso correr, me agarrar, minha mente embebida em desesperança ordena a fuga, ordena a força, ordena o se agarra. Em vão, sua autoridade se foi. Meu corpo não obedece. Eu sorrio em desespero, sorrio de medo. A loucura fica mais forte quando seu lado são se enfraquece. O Álcool parece mais atraente, talvez devesse tomar um uísque sentado em poltrona no olho do furacão.

            Há, mas ainda não é hora de partir. Não, ainda não é hora de ir, não posso desistir. Meu maldito drink no inferno vai ter que esperar, existem pessoas que precisam de mim, ou talvez eu precise delas. Não é hora de sucumbir, a minha história não termina aqui, eu vou dar a volta por cima, eu vou me levantar e bailar com o furacão. Serei o colírio do seu único olho. Eu vou permanecer de pé. Eu posso. Eu vou. Eu serei. Sou forte. Implacável. Eu vou sorrir olhando a terra destruída, e beber minha bebida quando eu for tudo que sobrar de pé.   

IV

IV

Mas, se ela soubesse os efeitos que tem em mim.
Você não faz Ideia das explosões que me causam no peito
o simples ato de ler teu nome, ouvir tua voz, sentir teu cheiro.
O amor é uma fábrica de explosões.

Não, ela não sabe.
Mas, de todos os sóis
que existem na galáxia,
aquele par de olhos castanhos são os que
atraem meu mundo com maior gravidade.

E tudo que quero
é ama-la no espaço, fazer do nosso amor
intergaláctico,
o mais lindo do universo.

E todo dia
eu peço para que a loucura dela
combine com a minha.

III

III

Ha, Caetano...
Eu passo noites a imaginar nós dois.
Eu fico, sabe, sonhando acordado, juntando antes, agora e depois...
Mas, não entendo, porque ela me deixa tão solto ?
Porque ela não cola em mim?
As vezes eu me sinto muito sozinho...

Caetano, meu amigo, entenda,
Eu não sou e nem quero ser o dono dela
Mas é que um carinho as vezes cai bem.
Sim, eu tenho meus desejos e planos,
alguns eu só conto para você, mais ninguém.

O que realmente não entendo, Caetano,
É porque ela me esquece e some...
Daí eu fico pensando:
E se eu me interessar por alguém?
E se esse alguém de repente me ganha?

Ha Caetano,
Quando a gente gosta é claro que agente cuida,
A gente procura e se preocupa.
Mas, esse jeito dela, a indiferença.
Temo que me leve a loucura.
Onde ela está agora ?

II

II

Não é minha intenção de sufocar
Não posso lhe dar todo meu amor, nunca poderei
Meu peito é um pássaro azul, e ele precisa do céu, do ar

E como pássaro, precisa voar
precisa ser livre, descobrir outras nuvens,
sentir outros ventos, sem ninguém para carregar.

Um azul celeste solitário, que se sente bem na imensidão.
Mas, todo pássaro precisa de um ninho, embora possa voar léguas,
pousar de aluguel em outros, o meu sempre será seu coração.

I

É só mais um surto
Só mais uma Asma
Outra vez meu cérebro em curto
E o coração que outra vez se entusiasma.

Ha! Como queria lhe odiar
usar esses versos como insulto.
Como eu queria em ti mergulhar
e descobrir tudo que manténs oculto

Desculpe me, são versos simples
Quero com eles chamar sua atenção
Você flecha, eu aquiles.
Você autossuficiente, eu não.

Eu vejo seus medos, sinto sua culpa
Sei que ainda não sabe amar.
Sem lágrimas, sem desculpa
Segure minha mão quando eu segurar a sua, e eu posso te ensinar.