Não vou escrever sobre nós, não vou escrever sobre nós, não vou escrever sobre nós, não vou falar sobre como adoro seu corpo, ou a forma como você me olha, nem como me sinto completo com nossas brincadeiras, implicâncias e discussões bobas. Eu tentei não escrever sobre nós para não criar expectativas, nem fixar lembranças escritas. Não quero que haja uma obrigação de definir isso que a gente sente, nem sei se quero que isso seja amor ( "Nunca foi amor, era uma parada bem mais legal"), porque eu sei que o amor sempre machuca. É que ainda é cedo, cedo para tudo, para definições, para promessas, para fazer sentido.
E nós bem sabemos disso, do quanto é cedo, do quanto não fazemos sentido, nós dois juntos, sem sombra de duvida foi um péssimo trabalho do cúpido. Afinal... Qual a chance de isso dar certo? Eu aposto em nenhuma e exatamente por isso eu quero que dê. Que acabe bem, na verdade que não acabe...
Contudo, sigamos assim. Sem grandes definições, sem impor conceitos, sem coisas com sentido, sem definir o que é isso. E que por hora eu não quero nada que faça sentido, não quero descobrir o que sinto, por enquanto eu quero deitar uma tarde inteira com você e ser feliz. Que seja assim mesmo, sem sentido nenhum, sem direção, com todas as interrogações. Vem, deixa eu me perder e me achar em você, joga comigo até nos perdermos em nós, nos amarramos em indesatáveis nós, até ser algo melhor, até fazer sentido ou não, até deixar de ser o que é (seja lá o que isso for).
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