sexta-feira, 3 de abril de 2015

Frio

É madrugada. Eu perdi o sono outra vez. São 03:41 da manhã e eu me perdi dentro de mim procurando você. Procurando uma razão para estar aqui, com os olhos fundos e confusos e um falta de ar sem explicação. E como se algo tivesse se amarrado ao meu peito, apertasse meu pulmão e limitasse o numero de batidas no coração. Sabe aquele aperto inexplicável que você sente? Eu sei.
                Não, não é questão de amor, eu já não sei o que é isso a muito tempo. Não me classificaria como apaixonado também, pra mim, paixão sempre foi coisa de gente desocupada. Provavelmente é apenas drama, eu to aqui só por gostar de você, mas eu não sei ser pouco, eu tentei gostar só um pouquinho, mas falhei. Eu gosto, gosto muito, quase tanto quanto gosto de chocolate.
O problema é o tanto que você me confunde. Você parece gostar, e no mesmo momento suspende uma parede de gelo entre a gente. Eu quero me aproximar, entrar na sua vida, limpar qualquer ferida remanescente, te deitar do meu lado e cuidar de você. Quero brigar por coisas bobas, dizer o quanto te acho idiota e terminar a discussão com um beijo. Mas, toda vez que eu tento entrar a porta está trancada e eu tenho que ficar batendo na janela esperando que você ouça e me de ao menos 5 minutos de atenção.

Não, eu não trouxe malas, não quero te sufocar e tirar seu espaço. Nem quero que você venha e me sufoque com atenção. Não preciso que você fale comigo o dia todo, ou que me ouça reclamar. É que está frio aqui fora. Eu só queria entrar por alguns minutos, só o tempo de sentar co você em frente à lareira, incendiar meu coração e derreter aquele muro que você ergueu. 

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